O Símbolo

Imagem
Após a escolha do nome, surgiu o impulso natural de encontrar uma imagem que o representasse — um símbolo. Não apenas uma marca visual, mas uma expressão tangível da essência do Zen Dojo. Se o nome carrega a vibração, o símbolo é a forma que essa energia assume ao se manifestar no plano material.   Símbolos não são meros ornamentos gráficos; são portadores de sentido. Cada traço, forma e cor pode evocar camadas profundas de significado. Eles atuam como portais, permitindo ao observador acessar, de forma intuitiva, o invisível através do visível, ou seja, o espírito daquilo que representam. Muito antes de ser traçado no papel ou renderizado em bits, o símbolo do Zen Dojo já existia. Ele não nasceu de um projeto racional ou de um esforço criativo, mas de uma escuta atenta — de quem percebe, no silêncio, uma melodia que só pode ser ouvida internamente. O processo de desenvolvimento ocorreu de forma natural,  e a manifestação se deu por meio de uma sintonia fina entre a minha intu...

DŌJŌ - 道場

 


A palavra japonesa dōJō remete ao termo chinês dàochǎng, que por sua vez é a transliteração de bodhimanda, do sânscrito. Bodhimanda refere-se ao local onde Buddha tomou assento quando atingiu a Iluminação. Herdado do Budismo, o termo concerne ao local onde os monges praticam meditação, onde se estuda o Zen. É um ambiente espiritualmente propício, onde a essência da Iluminação está presente.

Analisando os kanjis, temos: (dào ou tao) significando “caminho, princípio de vida”, transliterado como ; e – (chǎng) significando “local”, transliterado como

Literalmente, dōjō é traduzido como “local do caminho”. O conteúdo semântico remete ao espaço físico onde se aprende um caminho de aperfeiçoamento pessoal para a compreensão do ciclo da vida.

Antigamente no Japão, os dojos eram anexos aos templos budistas e eram locais formais para a prática das artes tradicionais da cultura japonesa, como chadō; kadō; shodō; kodō; kendō; judō; aikidō e karate-dō. Portanto, o conceito de dojo vai muito além de um lugar onde se pratica artes marciais nipônicas e o termo jamais pode ser reduzido a uma academia onde se pratica atividades físicas.

É no dojo que os artistas marciais autênticos buscam e encontram a paz, a felicidade, a harmonia, a compreensão de si e dos outros. Na busca disciplinada e incansável pela maestria, eles não apenas fortalecem o corpo, mas também a mente e o espírito, propiciando a transformação do ser.

Reverenciado como um local sagrado, o dojo é um ambiente de respeito onde não há espaço para o ego, preconceitos e condutas imorais. No dojo se aprende o caminho marcial, o Budō. No entanto, para alcançar a compreensão profunda de seu significado, se faz necessário vivenciar a filosofia das artes marciais.


 

 Sensei Thiago Caitanya ©2020

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