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Mostrando postagens de 2023

SHIZEN NO MICHI (O Caminho da Natureza)

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Natureza, a Primeira Mestra Muito antes de existirem escolas, livros ou dojos, a natureza já nos ensinava. Foi com ela que aprendemos a caminhar, respirar, observar, adaptar-nos e sobreviver. A terra sustentava nossos passos. A água purificava e renovava. A floresta despertava os sentidos. O nascer do sol marcava o início do dia, enquanto o cair da noite convidava ao repouso. O ritmo das estações ensinava que toda transformação exige tempo, equilíbrio e continuidade. Durante milhares de anos, o ser humano viveu em profunda sintonia com esses ciclos. Corpo e mente foram moldados pela luz do sol, pelo contato com a terra, pelo silêncio das montanhas, pelo som dos rios e pelo movimento constante da vida natural. Nas últimas gerações, porém, afastamo-nos dessa realidade. Cercados por concreto, tecnologia, ruídos e estímulos incessantes, passamos a viver desconectados dos ritmos que moldaram nossa própria biologia. O corpo continua pertencendo à natureza; a mente, muitas vezes, já não...

DŌJŌ - 道場

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  A palavra japonesa dōJō remete ao termo chinês dàoch ǎ ng , que por sua vez é a transliteração de bodhimanda , do sânscrito. Bodhimanda refere-se ao local onde Buddha tomou assento quando atingiu a Iluminação. Herdado do Budismo, o termo concerne ao local onde os monges praticam meditação, onde se estuda o Zen. É um ambiente espiritualmente propício, onde a essência da Iluminação está presente. Analisando os kanjis, temos: 道 ( dào ou tao ) significando “caminho, princípio de vida”, transliterado como dō ; e 場 – ( ch ǎ ng ) significando “local”, transliterado como jō .  Literalmente, dōjō é traduzido como “local do caminho”. O conteúdo semântico remete ao espaço físico onde se aprende um caminho de aperfeiçoamento pessoal para a compreensão do ciclo da vida. Antigamente no Japão, os dojos eram anexos aos templos budistas e eram locais formais para a prática das artes tradicionais da cultura japonesa, como chadō ; kadō ; shodō ; kodō ; kendō ; judō ; aikid ō ...

ZEN - 禅

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Na propagação do Budismo da Índia para a China, no séc. I, os sutras sofreram adaptações às ideias e terminologias taoístas e confucionistas. Essas adequações à cultura e compreensão chinesa culminaram no Budismo Chinês, que se fundamentava nos sutras, tradições e rituais. No início do séc. VI, o vigésimo oitavo patriarca do Budismo, Bodhidharma, viajou da Índia à China para reestabelecer a verdadeira essência do Budismo, o dhyāna . Dhyāna refere-se à um estado meditativo, normalmente traduzido como “meditação”. Ao estabelecer-se no Mosteiro Shaolin, Bodhidharma se deparou com monges com a saúde fragilizada devido a inatividade física. Visando melhorar esse estado, ensinou-lhes práticas do Yoga e movimentos do Vajramusthi , a arte marcial indiana. No ensino de dhyāna, Bodhidharma enunciou quatro princípios essenciais: ·         transmitir sem levar em conta as escrituras; ·         não depender de palavras ou text...