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Mostrando postagens de 2023

O Símbolo

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Após a escolha do nome, surgiu o impulso natural de encontrar uma imagem que o representasse — um símbolo. Não apenas uma marca visual, mas uma expressão tangível da essência do Zen Dojo. Se o nome carrega a vibração, o símbolo é a forma que essa energia assume ao se manifestar no plano material.   Símbolos não são meros ornamentos gráficos; são portadores de sentido. Cada traço, forma e cor pode evocar camadas profundas de significado. Eles atuam como portais, permitindo ao observador acessar, de forma intuitiva, o invisível através do visível, ou seja, o espírito daquilo que representam. Muito antes de ser traçado no papel ou renderizado em bits, o símbolo do Zen Dojo já existia. Ele não nasceu de um projeto racional ou de um esforço criativo, mas de uma escuta atenta — de quem percebe, no silêncio, uma melodia que só pode ser ouvida internamente. O processo de desenvolvimento ocorreu de forma natural,  e a manifestação se deu por meio de uma sintonia fina entre a minha intu...

DŌJŌ - 道場

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  A palavra japonesa dōJō remete ao termo chinês dàoch ǎ ng , que por sua vez é a transliteração de bodhimanda , do sânscrito. Bodhimanda refere-se ao local onde Buddha tomou assento quando atingiu a Iluminação. Herdado do Budismo, o termo concerne ao local onde os monges praticam meditação, onde se estuda o Zen. É um ambiente espiritualmente propício, onde a essência da Iluminação está presente. Analisando os kanjis, temos: 道 ( dào ou tao ) significando “caminho, princípio de vida”, transliterado como dō ; e 場 – ( ch ǎ ng ) significando “local”, transliterado como jō .  Literalmente, dōjō é traduzido como “local do caminho”. O conteúdo semântico remete ao espaço físico onde se aprende um caminho de aperfeiçoamento pessoal para a compreensão do ciclo da vida. Antigamente no Japão, os dojos eram anexos aos templos budistas e eram locais formais para a prática das artes tradicionais da cultura japonesa, como chadō ; kadō ; shodō ; kodō ; kendō ; judō ; aikid ō ...

ZEN - 禅

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Na propagação do Budismo da Índia para a China, no séc. I, os sutras sofreram adaptações às ideias e terminologias taoístas e confucionistas. Essas adequações à cultura e compreensão chinesa culminaram no Budismo Chinês, que se fundamentava nos sutras, tradições e rituais. No início do séc. VI, o vigésimo oitavo patriarca do Budismo, Bodhidharma, viajou da Índia à China para reestabelecer a verdadeira essência do Budismo, o dhyāna . Dhyāna refere-se à um estado meditativo, normalmente traduzido como “meditação”. Ao estabelecer-se no Mosteiro Shaolin, Bodhidharma se deparou com monges com a saúde fragilizada devido a inatividade física. Visando melhorar esse estado, ensinou-lhes práticas do Yoga e movimentos do Vajramusthi , a arte marcial indiana. No ensino de dhyāna, Bodhidharma enunciou quatro princípios essenciais: ·         transmitir sem levar em conta as escrituras; ·         não depender de palavras ou text...